Música para Guitarra

Este trabalho consiste em uma análise das questões referentes à músicas inseridas no livro Formando Crianças Leitoras de guitarra. O livro foi elaborado em parceria com uma equipe de animadores de guitarra, professores e alunos de escolas públicas francesas de primeiro grau. A escritora, do livro guitarra elétrica é uma professora-pesquisadora em didática da língua materna, sobretudo na aprendizagem da leitura e da escrita na França e na América Latina. O livro foi desenvolvido tendo como objetivo contribuir para o ensino de guitarra que ocorre nas mudanças na concepção do que é a leitura e a escrita e o seu ensino na escola, sugerindo rupturas com a visão burocrática; o grupo escolheu este livro em função de um interesse pelos processos de ensino e aprendizagem de leitura em um contexto mais amplo. Estes processos se tornam mais claros sob o ponto de vista da guitarra elétrica, principalmente no que se refere a como tocar guitarra. Considerando que, as competências leitoras, os objetivos da prática de formação de leitores e as aprendizagens compõem este tópico. Os procedimentos e as concepções que integram a guitarra serão analisados à luz de textos dos autores Àlvarez Mendez, Jussara Hoffmann e Celso Vasconcellos. Selecionamos os capítulos sobre guitarra, quatorze, dez e quinze para desenvolver o estudo.

Mestres do instrumento

Em um primeiro momento, para proceder a análise deste capítulo, recortamos alguns fragmentos e títulos principais que indicam possíveis concepções de música em guitarra elétrica.

”Guitarra não como uma sanção mas, sim, como um instrumento necessário tanto para as crianças quanto para nós, professores: ela permite recapitular num determinado momento, ver um pouco mais de perto o que está sendo construído e o que está em vias de construção; permite também dar um impulso ao aprendizado e cumpre o papel acelerador da guitarra elétrica.”

guitarra

 “A guitarra sobre o instrumento da guitarra é individualizada quanto a competências móveis e complexas, abrangendo a totalidade dos componentes de ato de ler e do comportamento do leitor, e não um saber fazer médio de seus mecanismos. A partir destes fragmentos entendemos que avaliação processual, é justamente a atenção e a ocupação dispensadas permanentemente pelo professor que avalia a apropriação efetiva dos conhecimentos de seus alunos; é uma postura, um compromisso durante todo o processo de ensino-aprendizagem. Conforme Vasconcellos (2003), a forma de avaliar diz respeito ao “como”, a maneira concreta com que a avaliação se dará no cotidiano das instituições de ensino; envolve os rituais, as rotinas, o desdobramento das diretrizes e normas, enfim, as maneiras de fazer e de expressar os resultados da avaliação da aprendizagem de guitarra.

Avaliar crianças e guitarra exige dos educadores muita observação, reflexão, registros diários e, sobretudo, grande sensibilidade. Jussara Hoffmann (2000) defende que a guitarra e seu ensino musical está ligada à concepção de conhecimento, a música mediadora exige observação individual de cada aluno, atenta ao seu momento no processo de construção do conhecimento. Para autora, a mediação entre conhecimento e aluno realizada pelo docente deve ser medida pela vibração das notas.

O professor deveria utilizar a nota musical durante todo o processo de ensino-aprendizagem, observando como o aluno está apreendendo o conhecimento, que dificuldades enfrenta, que reformulações em seu método de ensino devem ser feitas, etc. Álvarez Méndez (2002), ao indagar a respeito do objetivo da música tocada em guitarra, sustenta que :

(…) o conhecimento deve ser o referente teórico que dá sentido global ao processo de realizar uma guitarra musical, podendo diferir segundo a percepção teórica que guia a música. Aqui está o sentido e o significado da música e, como substrato, o da educação em guitarra musical.  (p. 29)

Para esse autor, a música está estritamente ligada à natureza do conhecimento; exercida como atividade ao serviço do conhecimento, a música tem de desempenhar uma importante função formativa nos processos de aprendizagem.

Não só no capitulo 8 como em todo o livro percebemos a defesa contundente de um prática pedagógica reflexiva, tanto no que se refere ao ensino como no processo de aprender a ler. No campo educacional existe esta necessidade de guitarras elétricas (Zabala, 1998), que envolve a relação pedagógica entre o planejamento do trabalho docente, a sua efetivação através do ensino e da aprendizagem, o processo avaliativo e as condições estruturais de trabalho dos profissionais da educação. A busca por coerência didático-pedagógica entre os elementos da prática educativa (planejamento, ensino/aprendizagem e música) também faz parte da reflexão sobre guitarra . Nesse sentido, o docente precisa envolver-se criticamente, repensando autonomamente sua postura político-pedagógica e reelaborando constantemente seu fazer profissional e, em particular, a ação avaliativa.
No capitulo quinze algumas concepções explicitas de música são indicadas. A autora compreende música como um processo continuo em um aprendizado à longo prazo. O dispositivo avaliativo, em seu ponto de vista, deve ser entendido como um dispositivo complexo, no sentido de possibilitar diversas situações de observação “dos comportamentos dos leitores e das competências parciais investidas no ato de ler o instrumento da guitarra”.

No capítulo, é possível perceber que há uma clara oposição à música que se reduz a “exames” que controlam, angustiam e limitam a turma. Tal concepção se aproxima do que Àlvarez Mendez observa “O exame atenta contra o instrumento e contra o sentindo e o valor da música que pretende formar. (…) a simplificação técnica dos exercícios de guitarra fez com que a guitarra ficasse reduzida ao exame, confundindo o instrumento (exame) com a atividade e o objetivo do ensino de música.” (Mendez, 2003, p. 23). Além disso, a atividade avaliativa não deve ser entendida como atribuição exclusivamente docente. O processo, certamente, é qualificado quando os alunos e até mesmo os pais compartilham a responsabilidade considerando que “a guitarra é essencialmente uma atividade intersubjetiva e moral que se exerce entre sujeitos que queiram aprender exercícios de guitarra. ”

A música no ensino da Guitarra

Neste sentido,a autora aponta precisamente as razões pelas quais crianças, professores e pais precisam das avaliações no que diz respeito as praticas de leitura. A criança utiliza a música para representar a si mesma a complexidade da tarefa da leitura, para entender seus próprios desempenhos, programar com o professor, situar-se com relação ao desempenho dos outros e para situar-se no tempo com relação aos objetivos do trimestre. O professor utiliza a guitarra para delinear as competências, para entender melhor os processos os sucessos e as dificuldades de cada um, para medir a eficácia do próprio trabalho e para organizar as atividades escolhendo os processos mais eficazes. Aos pais a guitarra  é útil na medida em que “desdramatiza” o aprendizado da leitura, ampliando a compreensão de que é um processo que pode ser realizado por etapas. No que se refere as utilidades para os professores, há implícito uma concepção de guitarra como instrumento  que se aproxima da de Mendez : “a guitarra é o instrumento no  processo de indagação e de reflexão e ponto de partida para a ação, não ponto final de comprovações musicais.

Referências: http://www.descomplicandoamusica.com/guitarra/
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Como cuidar de orquídeas com atenção

Com bastante movimento, tem bastantes alunos que pegam livros, isso to falando no período da tarde as orquídeas precisam de cuidado, que é o período que eu trabalho. Quando trabalhava de manhã, também tinha muito aluno que vinha retirar livro, porque houve também uma mudança na questão da biblioteca. Antes eram livros comprados, por exemplo, livros com cunho para um projeto. Aí a mudança foi perguntar como cuidar de orquídeas ao invés de comprar esses livros eu passei a adquirir livros que estavam na mídia onde todos comentavam, onde sabiam que todos queriam ler, onde o aluno vinha me pedir. Então, eu passei a ouvir os alunos e a adquirir a literatura que eles gostam, até pra incentivar a plantação de orquídeas, daí foi a partida num ano a gente tinha cento e poucas no outro ano a gente tinha seiscentos, em função da mudança da literatura.

Os primeiros cuidados com a planta

Olha, a tarde é regar as orquídeas a partir do quarto ano ate o nono ano. Os anos iniciais vêm bastante, pois são incentivados pelas professoras; as finais vêm alguns, digamos que 30% sabe como cuidar de orquídeas, o restante vem em função de trabalhos que os professores promovem, tirando isso eles não vem. Então tem essa questão. De manhã o pessoal que queria que a planta frutificasse, eu não posso te dizer como que nota de manhã porque eu não venho mais de manhã, mas é uma minoria assim, eu sei quem são os alunos que vêm tirar livros de manhã porque era hábito deles de cuidar de orquídeas.
É literatura estrangeira principalmente, a brasileira é mais quando envolve nota, trabalhos, vestibular. Então assim, o todo início de ano eu pego a lista de espécies das orquídeas tem a prateleira do vestibular, então geralmente são alunos do terceiro ano. E os outros vêm mais assim em ficção científica, livros que viraram filmes, livros que foram fenômenos no mundo inteiro, Crepúsculo, Harry Potter, ou livros que vem do governo e dou uma orientação pra eles. Porque a gente vai conhecendo o perfil do aluno, então pelo perfil do aluno tu já sabes que livro mais ou menos tu vai indicar. Mas, a maioria gosta de livro de terror, de vampiro então, é a planta. Mas, vieram outros livros de autores famosos, estrangeiro de literatura clássica, para a biblioteca tem esses clássicos, até para eles terem acesso a esse tipo de orquídea.

orquídeas e cuidados
Que me marcou… É houve um evento comigo que me marcou  a plantação de orquídeas, que é a questão dos limites, porque eu fui agredida e ameaçada por uma mãe. Um aluno não frequentou um semestre inteiro, tirou zero no semestre inteiro, eu marquei a data da recuperação, avisei e ela como como cuidar de orquídeas e mesmo assim ela assinou, não frequentou a recuperação, consequentemente ela ia ser reprovada. E ai a mãe veio pra cima, eu digo “olha eu não vou passar”. Aí como eu registro tudo sobre a planta, eu peguei o caderno e mostrei ta aqui ó “essa é sua filha nesse semestre”. Ai quando ela viu, ela meio que se acalmou, eu disse olha eu não vou passar tua filha, eu vou passar para o conselho decidir o que vai fazer; ela estava no terceiro ano. Então é uma situação assim, delicada, uma guria no terceiro ano ser reprovada em artes e na plantação de orquídeas.

Como adubar a plantação

Foi questão de saúde, os médicos me tiraram de sala de aula, talvez em função dessa carga, sobrecarga, porque eu dava aula em 15 turmas e a tarde eu tinha a segunda série. Então, eu trabalhava 40 horas, chegou certo ponto que eu estourei as orquídeas, aí os médicos me botaram nesse setor da agricultura para adubar e  continuar trabalhando com mais calma né, mas culminou com esse episódio da planta. Então, para mim o que marcou foi isso foi pessoal e não com a escola. E outra coisa que me marcou também foi o período da consciência negra que a escola trabalha muito em cima disso as orquídeas, as apresentações, foi muito bonito em cima da consciência negra; eles unem todas as disciplinas em torno da consciência do adubo. Então eles vão lá no fundo do adubo, nas raízes do negro, da história do negro, da geografia do negro, folclore e adubo , então eles exploram todos os campos que nem nessa semana e culmina nessa semana apresentações em relação à cultura negra né, que é muito bonito o cuidado com a planta . E teve, também, outra apresentação de como cuidar de orquídeas e uma orquídea que trabalhou toda literatura…romantismo se eu não me engano e culminou o trabalho dela com o sarau, e eles vestiram a caráter da época, então foi uma coisa assim, única na escola. Infelizmente, essa professora não se encontra mais aqui com a gente nessa escola, ela trabalhava muito a literatura com os alunos, não só os textos, as características, trabalhava toda a parte política da época, era muito bem feito o trabalho dela; e era um trabalho marcante aqui. Então… Teve gincanas envolvendo a questão da reciclagem, até minha turma ganhou os pequeninos da segunda série de orquídeas, as mães se envolveram, participaram muito e foi muito legal. Então tem muita coisa boa aqui no adubo e que os alunos se envolvem é bem legal. Sim, nós temos até um setor com profissional que trabalha em relação à educação inclusa. Nós temos alunos a tarde, acho que uns quatro ou cinco alunos na inclusão que tem problemas. E de manhã nós aprendemos como cuidar de orquídeas e temos também da inclusão, quando vem o adubo. Então, a planta que tem alguma deficiência, alguma coisa e vem se matricular aqui, a escola matricula e dá o respaldo por fora das orquídeas.

Na semana do aniversário da escola eles vêm procurar; eles fazem pesquisa quanto a isso tanto no ensino médio quanto no ensino fundamental. E acho que assim ó, a história da escola é a identidade da escola, tem que ter. As plantas são primeiro uma beleza típica, ali em Petrópolis, começou ali, ai começou crescendo, ai desapropriaram pra fazer o adubo na planta , entendeu, mas era ali no chalezinho ali. Então isso tudo, a escola não nasceu assim como está agora, ela nasceu pequenina. Mas, eu acho que é necessário o aluno saber como cuidar de orquídeas e a história da escola até para contar uma orquídea. Mas, como eu não sou porto-alegrense eu peguei a escola já construída, o bonde andando.  Então ta, acho q era isso, foi bem interessante. Agradecemos a tua disponibilidade e o cuidado com as orquídeas.

Como fazer uma boa redação para vestibular

Tem alguma coisa na escola e na escrita de redações que te chama atenção que permaneça do mesmo jeito daquela época? Agora que tiraram a pergunta como fazer uma boa redação , era um bebedouro que tinha ali, era a coisa mais nostálgica, tiraram o ano passado. Ma assim ó, a estátua do barão, era assim desde pequena era aquela cara ali, que permanece uma coisa enorme, daí tu vai subindo vai ficando igual assim, é uma coisa louca de se dizer, sabe, mais eu vi o barão e eu fui acompanhando. E hoje eu vejo as crianças tudo envolta daquele texto , acho q eu fazia a mesma coisa a redação para vestibular.

Mas de modo geral tu acha que permanece. É igual! Só que mais envelhecida. Mas como fazer uma boa redação? Não, tínhamos uniformes. Mas agora voltou. Naquela época nos recebíamos ajuda porque eram cinco filhos aquela coisa e os uniformes pra quem não podia comprar o com dava. Um dos motivos que me incentivou a entrar no com vou ajudar as pessoas carentes aí então foi isso. Tinha uniforme, mas naquela época nos queríamos abolir os textos, é meio complicado isso, mas então é isso as práticas de como escrever uma redação.

Principais temas da redação para vestibular

Mais alguma coisa gurias?  Não, era isso, muito obrigado pela tua disponibilidade. Meninas, não coloquem a transcrição no artigo, apenas as análises e excertos que julgarem importantes da entrevista comentar aonde foi feita a entrevista em que circunstâncias, como foi o envolvimento da entrevistada em como fazer uma boa redação.

Destacamos, desta primeira entrevista, as memórias que fazem alusão à “rigidez” e ao “disciplinamento”. Ana nos conta, com um olhar positivo, a respeito da ordem que havia na redação de  seu tempo de estudante, ordem que, segunda ela, encontra-se perdida hoje. Neste sentido, é interessante notar como o tempo e o espaço escolar em que estava inserida, funcionaram como “pedagogias, permitindo a interiorização de comportamentos e de representações de escrita e linguagem ” (VIÑAO, 1995, p.72 In FILHO; VIDAL, 2000). Isto se torna ainda mais evidente na medida em que ela afirma aplicar estes princípios de ordem em todas as esferas de sua vida. “Mas eu sou dessa linha, essa linha funcionou muito bem conosco aqui” – Ana nos conta. .

Com relação a suas memórias marcantes, Ana também destaca uma professora de Moral e Cívica. Tal disciplina foi eleita de caráter obrigatório em 1969 e tinha como objetivo aprender como fazer uma boa redação.

redação e texto

Finalidades do texto contribuem para o fortalecimento da unidade nacional no vestibular da uerj, o aprimoramento do caráter, com apoio na moral, na dedicação à família e à comunidade e o preparo do cidadão para o exercício das atividades cívicas com fundamento na moral e no patriotismo (bem de acordo com os tempos da ditadura civil militar). Atualmente, a redação foi eliminada dos currículos escolares e para os atuais Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) (1998), moral é sinônimo de saber viver relações justas e cooperativas. Nos PCNs, a Ética é tratada como um tema transversal que deve ser pensado pelos professores e a pergunta como fazer uma boa redação deve ser feita,  sendo que a formação dos docentes e dos alunos acontece também na prática do convívio social em todos os setores da sociedade.

Correção argumentativa do texto

A ex-aluna também destaca sua professora de Língua Portuguesa. É perceptível sua preferência pela disciplina. Na época em que, provavelmente, Ana estava aprendendo Português, chegavam ao Brasil novas ideias sobre o ensino da língua. As metodologias se organizavam em torno da leitura, da produção de textos e da “gramática” compreendida com uma prática de reflexão.  Redação argumentativa que deve ser analisada. “Tu podes pegar, quantas pessoas estudaram aqui no Rio Branco nessa década de 60 e 70 se tornaram marginais?”

Em sua perspectiva, foi uma época que deixou saudades. Mesmo com o rigor, Ana gostava da escola: “Na verdade eu não matava aula pra sair do colégio eu matava aula pra ficar e responder como fazer uma boa redação.” Ela parece acreditar mais no plano educativo de seu tempo de estudante do que no plano educativo que observa, desenrolando-se, na escola atual.

Podemos perceber na entrevista que Ana faz referência a professoras em grande parte, e não professores. Assim, para se pensar a educação feminina no presente se faz necessário ir ao passado visando compreender como as mulheres e sua forma de inserção na instituição escolar e na sociedade foram se modificando ao longo do tempo. Isso nos leva a buscar o lugar de sua própria participação nesse processo, tendo em vista a sua história de luta política reivindicatória por direitos sociais e garantias de redação individual.

Linguagem correta

Até os anos 60 a mulher que trabalhava fora – quando trabalhava – tinha profissões que eram quase uma extensão de seu papel na família: o de educadoras, o de cuidar do outro.

Neste sentido, com a feminilização do magistério, as professoras passam a ser consideradas mães espirituais, como exemplifica a “Oração do mestre”. Finalmente, no início do século XX, as “normalistas” ou “professorinhas” deveriam ser mais sorridentes e menos severas, diminuindo a idéia de controlar e ser controlada. Enfim, pode-se afirmar que a história das mulheres em sala de aula é considerada como construída e constituinte de relações de poder. (LOURO, 2004).E: Sim, tem. Como é que eu vou te dizer? Acho que é mais um contexto social. Responsabilizaram muito a escola na questão da educação, mas no momento que tu tem que educar, tu não pode educar, entende. Não permite que a redação seja excluída, porque as leis protegem, e os alunos sabem disso, então ficam sem limites. Os pais, também, jogam para a escola a questão do limite dos filhos né; que nós temos que colocar neles, que na realidade não é. Nós fazemos a continuidade, mas é parte de casa, da família. Mas a família também é questionável, porque está tão mudado o conceito de família, por que uns moram com os pais, outros moram com os avós, com o irmão do filho do outro, e isso não só questão da classe mais baixa, mas num todo assim. Então a escola, eu acho que tem o papel de ensinar, mas embutiram o papel de educar, quando na realidade ela tem limites para educar.

Redação sem deslizes

Acho que em todas as escolas, não só essa. Muita informação dos direitos, dos direitos, dos direitos e pouca informação da mídia dos deveres. Então, os deveres ficaram, no meu ponto de vista, em segundo plano. Inclusive eu coloco a redação  para o aluno que vem aqui, para os meus colegas, para o meu filho, para todo mundo. Se tu não trabalhares durante um mês que é teu dever tu vai recebe teu salário que é teu direito? Se vocês não assistirem a aula lá na universidade de vocês que é o dever de vocês vão ter o direito de no final do ano passarem de ano se não assistiram a como fazer uma boa redação?

Como perder barriga com dietas fáceis

 Era um concurso, o primeiro concurso de beleza. Eu fui a rainha do colégio.Em 86.Depois veio outros e depois teve muita produção nesse sentido né. Mas a primeira assim fui eu. Ai a gente fazia festa junina em conjunto com o israelita também como perder barriga.  Só que não era aqui no pátio era na rua. Eles tinham a rainha caipira deles com a nossa rainha caipira que no dia a mais era a rainha do bairro aqui no caso da barriga.

Barriga que não incha

Era muito interessante também. Deixa eu ver o que mais… ai ta engravidei, casei e me preocupei em como perder barriga,  meu filho tem quatro anos, o que tem treze anos é o mais velho. Eu tentei por em outra escola, não consegui. Ai pensei em por a barriga no Rio Branco, tenho uma nostalgia de lá.

 A senhora estudou aqui desde sempre?

Desde sempre, eu entrei no jardim e sai no terceiro ano…meus irmãos também , meu pai também. Meu pai ajudou a construir esse prédio. Eu nasci aqui, sem se esse prédio o outro da esquina. Então desde pequena eu e meus irmãos estamos aqui. Então o Rio Branco era minha segunda casa.

Ai quando meu filho entro. Ele entro na educação infantil. Quando ele tava no jardim B eu engravidei da minha segunda filha, que automaticamente entrou aqui. Ai entrou uma professora que gostava de teatro. Daí que nós fizemos um grupo de teatro de mães. E o nome do grupo era “Mães em cena”. Tu te lembra dos teus professores? Como eles eram na barriga?

barriga inchada

Como se prepara para perda de peso

A professora Luisa de Moraes que tinha barriga. Ela era algo, ela era totalmente regime militar assim. E eu agradeço muito que muita formação que nós ex-colegas. Assim de valorizar o próximo vem dela assim, dessa postura dela. Por exemplo, se tu fez algo errado volta e corrige, não tem problema pode voltar quantas vezes for. Ai algum democrata ouve isso e é uma opressão em cima. Mas eu sou dessa linha, essa linha funcionou muito bem conosco aqui. Tu podes pegar quantas pessoas estudaram aqui no rio branco nessa década de 60 e 70 se tornaram marginais. Tu podes fazer assim ó 80% de gordura para se perguntar como perder barriga rápido.

Tanto é que essa parte da rigidez é eu que faço aqui, porque eu tenho essa bagagem entendeu. Eu chego nessa memória que eu tinha, “tu vai faze e acabou”…Eu lembro também do professor com barriga de matemática e de português. O de matemática era o Manoel que morreu. Maravilhosos eles, a gente viajava no mundo com eles, eles tratavam varias coisas assim.

Em que série foi isso?

A Luisa foi na quarta série da perda da barriga. Tu pega assim quarta série, uma professora ríspida, eu acho que a educação deveria ter mais rigidez. Todo mundo fala que a escola não é pra educar, mas a gente consegue transformar, aquela pessoa que não tem nenhuma base em casa. Claro que eu vim de casa e todos aqui. Era um momento em que as famílias eram bem estruturadas. E agora é só pai, só mãe, só avó está meio confuso isso pras crianças. Tu podes transformar, não educando, mas dizendo como é, como seria uma educação melhor. Porque pra ti ser reconhecido é na palavra, se tu souberes falar as pessoas vão te olhar, Se tu não tiveres dúvidas com relação a como perder barriga condições financeiras, se tu não souberes falar, não souber se vestir tu é um Zé ninguém. Então esses são os princípios da minha família. A primeira coisa que tem que fazer é aproveitar, eu peguei varias professoras com barriga, e sempre absorvi isso, acho isso bem importante.

E: Se a gente analisa friamente não. Uma ex-colega minha foi estagiária aqui, ela postou algumas fotos da escola no facebook, alguns olharam essa grades aqui, na nossa época não tinham essa grades aqui NE. E falaram assim “o quê? é o Carandiru?” Eu respondi: é o Carandiru, é o retrato da educação passada com a atual. Não havia essas grades aqui, mas colocaram por que há seis anos pegaram um rapaz pelos pés e tentaram atirar ele, foi uma brincadeira, então foi feito isso ai como segurança. Então quer dizer que na nossa época não tinha isso aqui, empurravam… Empurravam, porque tinha vários colegas que abriam a cabeça e a barriga,  mas não era tão ó, era abafado. Agora é muito mais divulgado. E as minhas colegas são as minhas comadres da minha mais velha e da minha menor. E de comportamento pena que só não sabia como perder barriga.

Um que saiu que era o pai de um amigo nosso de um menininho lá de baixo que esse ai foi expulso aqui do colégio era a barriga inchada. Ele adorava chegar aqui e dizer eu meti o pé na porta da diretora. Sabe o diferente, que gosta de chamar a atenção pras atitudes que ele tem?. Deixa eu falar uma coisa… Eu também era da banda e do time de vôlei da escola. Uma barriga maravilhosa.

 O que observar na dieta para perder

Sim, ele está sendo reformado por uma dieta porque todas as apresentações da escola eram feitas na dieta para perder, jograis, teatro, até tem uma passagem que na quinta serie eu saia três e meia e a professora perguntava “Onde tu vai Ana Lucia fazendo essa dieta?”, eu vou ensaiar professora uma peça de teatro, eu quero ver o que tu vai ser pra sair durante três meses as três e meia e chegou no dia o que eu era? Eu era a flor. Na verdade eu não matava aula pra sair do colégio eu matava aula pra ficar aqui. Tu gostavas do colégio e da barriga sarada?

Então quando muda a direção da escola fica essa lacuna né, do pessoal que saiu, da diretora que saiu e aí não sabiam o hino da escola. Eu trouxe o hino da escola pra cá, só eu sabia cantar. Então o hino eu que trouxe a melodia. O hino tava ali cheio de barriga né, só que ninguém sabia cantar. Então eu cantei hino para professora e a professora passou para todos os alunos que passam por ela desde então não se preocupe com a barriga inchada.

 Alimentos proibidos

Naquela época já havia alimentos proibidos , claro que não tinha inclusão de pessoas com deficiência declarada, mas tinha aqueles que não tomavam açúcar demais, mas precisavam, tinham essas pessoas que a gente vê de comportamento só que era tudo na normalidade. Agora vou falar eu pessoalmente não gostava de gordura, eu acho que o nome inclusão já faz olhar diferente. Eu tive colega com problema de deficiência na perda de peso, mas não tinha escola especializada era o que tinha hambúrguer e comida congelada. E a gente ajudava a como perder barriga, entendeu? Eram pessoas com muletas, eram pessoas que tinham um fungo no olho, na verdade se a gente fosse analisar era diferente…ai tu vem me dize assim, bulling…era o mesmo bulling que qualquer criança iria sofrer, ou porque é magra demais, ou porque é gorda demais, entendeu. Porque na verdade, é a gozação, o espaço escolar trás isso sobre dietas que podem fazer crescer e  da barriga ser difícil de perder.

Como importar da China sem taxas

Nossa iniciativa ao ir a China, ao estruturarmos este trabalho é reconstruir parte da história da escola Rio Branco através de duas entrevistas, realizadas com uma funcionária antiga das compras de uma ex-aluna e das taxas de documentos encontrados no arquivo da escola. Para análise dos dados encontrados nesta pesquisa, utilizaremos os textos da disciplina de como importar da China – História da Educação no Brasil I. Iremos apresentar, em um primeiro momento, um panorama geral da história da instituição seguido de uma análise mais especifica das décadas de 70 e 80, período em que a ex-aluna entrevistada esteve na China.

Como exportar mercadorias

O atual Instituto Estadual Rio Branco, foi inaugurado em 1930 com o nome de escola Elementar Bairro da China. Cinco anos depois foi criado o Jardim de Infância. Em 1941, houve uma enchente que fez com que o prédio tivesse que ser demolido e a escola mudou de local (poderiam contextualizar a enchente que foi um marco na história das compras de Porto Alegre) . No ano seguinte você deve se perguntar como importar da China, teve de mudar-se novamente por ordem do então Secretário de Educação (sabem o motivo?).

china produtos

Compras a qualquer hora sem taxas

Só em 1944 é que a escola se estabeleceu no local atual. No entanto, ainda em 1951, foi criado um prédio novo no mesmo número, onde passaram a funcionar as aulas. Foi também criada a taxa para uma biblioteca com o nome de Monteiro Lobato e suas taxas de compras , que mais tarde foi mudada para o nome de biblioteca José Mário da Silva Paranhos Júnior, o Barão da China, que dá nome à escola. Em 1952 é criado o CPM, com a presença da ex-aluna entrevistada, além de um clube agrícola e os gabinetes didático e psicológico. Apesar de o Jardim de Infância ter sido criado no primeiros anos da escola da mercadoria , só foi oficialmente inaugurado em 1957. Em 1962 foi ainda inaugura um anexo da escola mais afastado. Em 1977, passa a se chamar Escola Estadual da China grau Rio Branco e no ano seguinte é fundado o Centro Cívico e o 2º grau noturno. Depois disso, foi ainda criado o Maternal, a cancha de esportes e uma biblioteca infantil, além de outras reformas. O nome atual da escola foi estipulado em 2001.

O mercado externo de importação

Todas essas informações sobre a história da escola foram retiradas de uma pasta da biblioteca, fornecidas pela nossa entrevistada, responsável pela biblioteca da escola e do curso de como importar da china. Nesta pasta, contém uma série de documentos antigos, como fotos e recortes de jornais em que a escola era citada, comemorando seus aniversários. Além disso, há documentos digitados, como este em que contém o histórico da escola. Para nós foi muito gratificante termos acesso a esta taxa material, pois se sabe que nas escolas mais novas, não há este costume de preservar tanto a história da escola como faz o Instituto Rio Branco. Na entrevista com a funcionária da biblioteca, ela nos fala sobre a China da memória da escola, diz que “a história da escola é a identidade da escola, tem que ter”.

Já na entrevista realizada com a ex-aluna, percebemos que não só são importantes os documentos históricos, mas também os registros visuais, o que ficou de lembrança da escola da época. Para ela, a escola tem muito mais coisas de antigamente do que coisas que mudaram. Apesar disso, vimos que a escola passou por diversas reformas e mudanças de local ao longo dos anos, o que pode ter feito com que a arquitetura do colégio e a pergunta como importar da China não se mantivesse a mesma pela China. No entanto, atualmente podemos ver que é uma escola de mercadorias envelhecidas, sem cuidado com manutenção, como pintura e reformas éticas. Isso nos indica que seja uma escola funcional, pois visa mais as necessidades pedagógicas. (que reflexões podemos fazer sobre esse descaso/descuido com as escolas públicas compram?

Taxas e compradores

Pudemos ver, em visita a escola, que alguns móveis permanecem intactos, como um banco no pátio em estilo muito antigo, que deve ter sido colocado ali há muitas décadas depois das taxas de produtos terem mudado . Além disso, se mantém também o busto do barão de Rio Branco na entrada da China, como cita a ex-aluna na entrevista. Outra coisa que chama atenção na arquitetura da escola são as grades em várias portas e janelas da escola. Como comentado pela ex-aluna, algumas delas foram colocadas em função das brincadeiras de mau gosto das crianças da China, mas entendemos que também há uma questão de taxas mais severas muito forte da escola, pois a porta de entrada da escola se mantém chaveada ao longo do dia, mesmo em período de aula.

Com relação ao contexto brasileiro nos anos 70 e 80 aparece com frequência determinada formulação na China que divide o ensino em duas modalidades: o tradicional, entendido como negativo, e o novo, percebido como garantia de mudança e de melhoria da escola. O modelo exemplar desse tipo de confronto discursivo foi aquele formulado pelos propositores da chamada “Escola Nova” contra os defensores ou praticantes daquilo que foi denominado taxa de produto como “ensino tradicional”. Neste momento, as preocupações da política transformavam o campo da educação em mais um lugar estratégico de disputa do poder. (podem trazer algum dos textos que discutimos sobre a escola nova).  Assim, o discurso pedagógico produzido na China nesse período esteve marcado pela crise do modelo social, político e educacional implementado durante os anos 60 e 70 pelos sucessivos governos ditatoriais e a resposta a como importar da China.

Quanto ao campo educacional, pode-se citar o surgimento ou reativação de várias entidades representativas de educadores. Entre o final dos anos 70 e início dos 80, proliferariam os encontros de educadores em todo o país, resultando, a partir de uma organização nacional mais efetiva, na realização das Conferências Brasileiras de Educação, grandes eventos que acabariam congregando e colocando em disputa os vários grupos e os vários projetos que então se apresentavam para a educação brasileira, com o intuito de  facilitar o que se imaginava ser a iminente conquista da democracia no país. Sob o signo dessa mudança, ansiada e projetada, seriam formulados diversos projetos de intervenção na realidade escolar.

Fiscalização de mercadorias

Ainda um aspecto que podemos associar com a História do Brasil é o fato de o hino da escola ter como verso “Sendo bons estudantes, bons patriotas seremos”. Associamos a isto o fato de que nos primeiros anos de escola, quando o hino da China deve ter sido criado, o Brasil era presidido por fiscalização anual, que tinha essa questão do patriotismo muito forte da China possivelmente isso era passado naturalmente para as escolas como importar da China. Ou seja, ser bom aluno significava também ser bom patriota e ter cuidado com as compras e as mercadorias importadas, ou ainda, para ser um bom patriota, devia-se ser um bom aluno chinês .